terça-feira, 10 de junho de 2014

Famosos formados em Letras/Literatura

Jodie Foster


Nascida em 19 de novembro de 1962 (Los Angeles, Califórnia - Estados Unidos) é uma premiada atriz, diretora e produtora de cinema norte-americana, vencedora de dois Oscares como melhor atriz. É formada em Literatura pela Universidade de Yale.
Atuou nos filmes:


Brooke Shields


Nascida em 31 de maio de 1965 (Nova York, EUA)ganhou fama como atriz ainda criança e na adolescência como uma das mais fotografadas e reconhecidas modelos do mundo. Shields frequentou a Universidade de Princeton de 1983 a 1987, formando-se em Literatura Francesa.
Atuou nos filmes:



Emma Thompson


Nascida em 15 de abril de 1959 (Londres, Inglaterra) é uma atriz e roteirista britânica.Em 1992 ganhou o Óscar de Melhor Atriz (principal) por sua atuação no filme Howards End. Formada em Literatura Inglesa pela Universidade de Cambridge.
Atuou nos filmes:


Hugh Grant


Nascido em 9 de setembro de 1960 (Londres, Inglaterra) é um premiado ator britânico.Formado em Literatura Inglesa na  Universidade de Oxford.
Atuou nos filmes:


Tommy Lee Jones


Nascido em 15 de setembro de 1946 (San Saba, Texas, EUA) é um premiado ator, cineasta e produtor de cinema norte-americano. Venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, em 1994. Formado em Literatura Inglesa na Universidade de Harvard.
Atuou nos filmes:


Stephen King


Nascido em 21 de setembro de 1947 (Portland, Maine, EUA) é um escritor americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias, com publicações em mais de 40 países. Muitas de suas obras foram adaptadas para o cinema. É o nono autor mais traduzido no mundo. Formou-se em Língua Inglesa na Universidade do Maine.
Ele é autor dos filmes:


Sigourney Weaver


Nascida em 8 de outubro de 1949 (Nova York, EUA) é uma premiada atriz norte-americana. Formou- se em Língua Inglesa.
Atuou nos filmes:


James Franco


Nascido em 19 de abril de 1978 (Palo Alto, Califórnia, EUA) é um ator de cinema estadunidense. Foi nomeado a três prêmios Globo de Ouro, dos quais ganhou um, e recebeu uma nomeação aos Oscar por sua atuação em 127 Hours. Formou-se em Literatura Inglesa na Universidade de Columbia e possui um doutorado também de Literatura na Universidade de Yale.
Atuou nos filmes:


Renée Zellweger


Nascida em 25 de abril de 1969 (Katy, Texas - Estados Unidos) é uma atriz dos Estados Unidos. Em 2004, venceu o prêmio Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua performance no drama Cold Mountain.Formou-se em Língua Inglesa na Universidade do Texas
Atuou nos filmes:


Matt Damon


Nascido em 8 de outubro de 1970 (Cambridge, Massachussetts, EUA) é um ator, roteirista, produtor e filantropo, ganhou o Oscar de melhor roteiro original e o Globo de Ouro de melhor roteiro e recebeu indicações para o Oscar, Globo de Ouro, Satellite Award, e o Screen Actors Guild Awards de Melhor Ator. Estudou Inglês na Universidade Harvard.
Atuou nos filmes:


Ashley Judd


Nascida em 19 de abril de 1968 (Los Angeles, Califórnia - Estados Unidos) é uma atriz americana. Formou-se em Língua Francesa na Universidade de Harvard. Ashley entrou na lista da revista norte-americana FHM das 100 mulheres mais sexy do ano em 2002.
Atuou nos filmes:


Sandy


Nascida em 28 de janeiro de 1983 (Campinas, São Paulo, Brasil) é uma cantora, compositora, produtora musical e atriz brasileira. De 1990 a 2007 formou com o seu irmão, Júnior Lima, a dupla Sandy & Júnior. Em 2010, ela lançou seu álbum de estreia em sua carreira solo,Manuscrito. Formou-se em Letras na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).
Atuou nos filmes:

Posted by Sthefani Curtz


segunda-feira, 2 de junho de 2014

O que é Filologia?

Filologia


Termo de origem grega (philos que significa gosto, amor e logos, palavra) que designa o estudo das línguas, ou de uma língua, especificamente, numa perspetiva de história literária e gramatical. A filologia estende-se à linguística, à antropologia cultural e à literatura.
O dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define filologia  como “o estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas (p.ex., filologia latina, filologia germânica etc.); gramática histórica”.
  • Em linguística, filologia é o estudo científico das relações e da história das línguas, baseado particularmente na análise dos textos. Também chamada de Linguística Histórica.
  • Em antropologia cultural, filologia realiza o estudo e análise de textos antigos, procurando compreender, especificamente, uma época histórico-cultural ou um povo.
  • Em literatura, o termo designa não só o estudo geral da literatura, como também o estudo crítico dos textos literários.
As principais áreas de estudo da filologia são:
  • a paleografia;
  • a codicologia;
  • a manuscriptologia;
  • e a bibliografia material.

Apesar destas disciplinas funcionarem de forma independente, é a sua combinatória que permite conhecer, com mais qualidade científica, a criação e transmissão de textos originais.

Histórico


A filologia surge, no século III a. C., com um grupo de gramáticos, como Aristófanes de Bizâncio, Aristarco, Zenódoto da escola helenística da Alexandria, que procuravam interpretar e recuperar criticamente o texto original de vários poetas gregos, sobretudo, de Homero. A partir do século II a. C., Roma contacta com essas metodologias e, entre os séculos VIII e XII, com a chegada do Cristianismo, os filólogos bizantinos começam a dar mais importância ao conhecimento da génesis dos textos bíblicos em detrimento dos textos clássicos. No século XV, com a chegada dos filólogos bizantinos a Itália, aparecem as primeiras edições de textos gregos e latinos e, no século XVI, surgem as primeiras edições com critérios científicos sobre os manuscritos originais, dando assim origem à moderna metodologia de investigação filológica.
No século XIX e XX, a filologia foi cultivada por grandes filólogos como Vinton A. Dearing, Joseph Bédier, Georges Dumézil, Noah Webster, Ramón Pidal, António Houaiss e, em Portugal, por Cunha Rivara, Augusto Soromenho, Francisco Adolfo Coelho, Rodrigues Lapa e Herculano de Carvalho.

Filólogos Importantes:

  • Eduard Schwartz;
  • Ernst Robert Curtius;
  • Friedrich August Wolf;
  • Ulrich von Wilamowitz-Moellendorff;
  • Wolfgang Schadewaldt;
  • Martin Litchfield West;
  • Eduard Fraenkel;
  • Franz Bopp;
  • Jacqueline de Romilly.
                     http://www.infopedia.pt/$filologia [EDITADO]


**Curiosidade**


Temos uma nova filóloga muito famosa e muito amada pelos fãs da eterna série de livros e filmes Harry Potter...
                                                    

Nós, do Parafuso Textual, lhe damos os parabéns, Emma Watson !! 

Posted by Sthefani Curtz

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A LINGUÍSTICA TEXTUAL E SEUS MAIS RECENTES AVANÇOS

Paulo de Tarso Galembeck (UEL)
Este texto apresenta os mais recentes avanços da Linguística Textual, a partir do exame das etapas da evolução dos estudos do texto. Para tanto, apresentam-se os três passos da evolução dos estudos do texto (análises transfrásticas, gramáticas textuais, teorias de texto). Na última parte do texto, discute-se a conceituação do texto como processo (e não como produto), e o papel do contexto interacional na depreensão dos sentidos do texto.

O percurso da Linguística Textual

A adoção do texto e do discurso como unidade básica dos estudos linguísticos não foi um processo unitário e uniforme; já que houve várias orientações às quais correspondiam propostas teórico-metodológicas diversas. De forma genérica, essas propostas podem ser agrupadas em duas tendências: a Análise do Discurso de linha francesa e a Lingüística Textual, oriunda, sobretudo dos países germânicos (Alemanha, Países-Baixos) ou do Reino Unido. Na primeira, as preocupações dominantes são o sujeito da enunciação (um ser situado num dado momento histórico), os sentidos que ele produz e a ideologia que subjaz à sua mensagem. A Lingüística Textual tinha por objeto específico os processos de construção textual, por meio dos quais os participantes do ato comunicativo criam sentidos e interagem com outros seres humanos.
Na seqüência do texto, são expostos os três passos principais da evolução da Lingüística Textual: as análises transfrásticas; a Gramática de Texto; a Teórica do Texto.

Análises transfrásticas

As análises transfrásticas ainda não consideram o texto como o objeto de análise, pois o percurso ainda é da frase para o texto. Aliás, as análises transfrásticas surgiram a partir da observação de que certos fenômenos não poderiam ser explicados pelas teorias vigentes na época (estruturalismo e gramática gerativa), por ultrapassarem os limites da frase simples e complexa: a co-referenciação (anáfora); a correlação de tempos verbais (“consecutio temporum”); o uso de conectores interfrasais; o uso de elementos e indefinidos. Veja-se o exemplo a seguir:

(01) “O que os escândalos do governo Lula mostram é um antídoto à desculpa tipicamente nacional de que corrupção existe em todo lugar. Afinal revelam um padrão que, como gosta de dizer o presidente, “nunca, em 500 anos de história”, foi muito diferente do que é agora. Portanto, tem uma especificidade, e sem olhar para ela, o problema não será combatido e atenuado” (Daniel Piza, “O labirinto da corrupção”, O Estado de S. Paulo, 3/7/05, D3, p. 03)

Verifique-se, no fragmento acima, a presença dos conectores interfrásticos (afinal, portanto); a presença de relações anafóricas entre termos situados em frases diferentes (o presidente, retomando Lula; as elipses – afinal Ø revelam; Ø têm – que remetem escândalos; o problema, referindo-se a corrupção); o emprego dos tempos verbais (presente e futuro).
Se observados a partir de uma perspectiva textual, os elementos citados (anafóricos, conectores, tempos verbais) passam a ser encarados a partir de uma perspectiva diferenciada. Com efeito, os anafóricos deixam de ser considerados meros substitutos (termo que entra no lugar de outro) e passam a ser vistos como termos que possibilitam a retomada do dado, para que a ele sejam acrescidas novas informações. Assim, a retomada de Lula por o presidente indica que ele sabe da existência da corrupção. Os conectivos afinal e, portanto têm um nítido papel argumentativo: o primeiro introduz um fragmento que retoma o que foi dito e, ao mesmo tempo, encaminha o leitor para uma conclusão. Já o ‘portanto’ encaminha o leitor para as conclusões desejadas pelo autor.
Os autores dessa fase valorizaram sobretudo o estudo dos vínculos interfrásticos (elementos coesivos). Nesse sentido, HARWEG (1968) define texto como “uma seqüência pronominal ininterrupta” e menciona como uma de suas (do texto) principais características o fenômeno do múltiplo referenciamento. ISENBERG (1971) conceitua texto como uma “seqüência coerente de enunciados” e enfatiza que o papel dos elementos coesivos no estabelecimento da coerência textual.
O papel atribuído aos elementos coesivos no estabelecimento do sentido global do texto, porém, foi questionado quando se verificou que os citados elementos não são essenciais para a compreensão do sentido global do texto. Vejam-se os exemplos a seguir:

(02)  
(2a) Não vi o acidente: não posso apontar o culpado.
(2b) Não vi o acidente: naquela hora, tinha acabado de entrar na / loja.
(2c) Não vi o acidente, contaram-me que ele não respeitou a preferencial.

Mesmo sem a ausência de conectivos; ouvinte/leitor tem a capacidade de construir o significado global da seqüência, porque pode estabelecer as relações lógico-argumentativas entre as partes dos enunciados:
2a: relação conclusiva (portanto).
2b: relação explicativa (pois).
2c: relação adversativa (porém).
Em outros textos, verifica-se que a presença de elementos coesivos não basta para assegurar o sentido global ao texto:

(03) Ivo viu a uva.
A uva é verde.
A vagem também é verde.
Vovó cozinha a vagem.

A necessidade de considerar o conhecimento intuitivo do falante na construção do sentido global do enunciado e no estabelecimento das relações entre as sentenças, e o fato de vínculos coesivos não assegurarem unidade ao texto conduzem à construção de outra linha de pesquisa. Nessa nova linha, procurou-se considerar o texto não apenas como uma lista de frases, mas um todo, dotado de unidade própria.

Gramáticas de texto

De acordo com MARCUSCHI (1999), as gramáticas textuais, pela primeira vez, propuseram o texto como o objeto central da Lingüística e, assim, procuraram estabelecer um sistema de regras finito e recorrente, partilhado (internalizado) por todos os usuários de uma língua. Esse sistema de regras habilitaria os usuários a identificar se uma dada seqüência de frases constitui (ou não) um texto e se esse texto é bem formado.
Esse conjunto de regras constitui a competência textual de cada usuário e permite aos usuários diferenciar entre um conjunto aleatório de palavras ou frases, ou um texto dotado de sentido pleno. Outras manifestações dessa competência são a capacidade de resumir ou parafrasear um texto, perceber se ele está completo ou incompleto, produzir outros textos a partir dele, atribuir-lhe um título, diferenciar as partes constitutivas do mesmo e estabelecer as relações entre essas partes.
CHAROLLES (1983) admite que o falante possui três competências básicas:
  • Competência formativa: permite ao usuário produzir e compreender um número infinito de texto e avaliar, de modo convergente, a boa ou má formação de um texto.
  • Competência transformativa: refere-se à capacidade de resumir um texto, parafraseá-lo, reformulá-lo, ou atribuir-lhe um título, assim como de avaliar a adequação do resultado dessas atividades.
  • Competência qualificativa: concerne à capacidade de o usuário identificar o tipo ou gênero de um dado tipo, bem como à possibilidade de produzir um texto de um tipo particular.

As gramáticas de texto tiveram o mérito de estabelecer duas noções basilares para a consolidação dos estudos concernentes ao texto/discurso. A primeira é a verificação de que o texto constitui a unidade lingüística mais elevada e se desdobra ou se subdivide em unidades menores, igualmente passíveis de classificação. As unidades menores (inclusive os elementos léxicos e gramaticais) devem sempre ser considerados a partir do respectivo papel na estruturação da unidade textual. A segunda noção básica constitui o complemento e a decorrência da primeira noção enunciada: não existe continuidade entre frase e texto, uma vez que se trata de entidades de ordem diferente e a significação do texto não constitui unicamente o somatório das partes que o compõem.
Apesar dos avanços apontados, cabe reconhecer alguns problemas na formulação das Gramáticas Textuais. O primeiro é a conceituação do texto como uma unidade formal, dotada de uma estrutura interna e gerada a partir de um sistema finito de regras, internalizado por todos os usuários da língua. Esse sistema finito de regras constituiria a gramática textual de uma língua, semelhante, em sua formulação, à gramática gerativa da sentença, de Chomsky. Ora, fica difícil propor um percurso gerativo para o texto, pelo fato de ele não constituir uma unidade estrutural, originária de uma estrutura de base e realizada por meio de transformações sucessivas. Outro problema das gramáticas de texto é a separação entre as noções de texto (unidade estrutural, gerada a partir da competência de um usuário idealizado e descontextualizado) e discurso (unidade de uso). Essa separação é injustificada, pois o texto só pode ser compreendido a partir do uso em uma situação real de interação. Foi a partir das considerações anteriores que os estudiosos iniciaram a elaboração de uma teoria de texto, que discutisse a constituição, o funcionamento, a produção dos textos em uso numa situação real de interação verbal.

Linguística textual

Como lembra MARCUSCHI (1998), no final da década de setenta, o enfoque deixa de ser a competência textual dos falantes e, assim, passa-se a considerar a noção de textualidade, assim estabelecida por BEAUGRANDE e DRESSLER (1981): “modo múltiplo de conexão ativado sempre que ocorrem eventos comunicativos”. Outras noções relevantes da Linguística Textual são o contexto (genericamente, o conjunto de condições externas à língua, e necessários para a produção, recepção e interpretação de texto) e interação (pois o sentido não está no texto, mas surge na interação entre o escritor / falante e o leitor/ouvinte).
Essa nova etapa no desenvolvimento da Linguística de Texto decorre de uma nova concepção de língua (não mais um sistema virtual autônomo, um conjunto de possibilidades, mas um sistema real, uso em determinados contextos comunicativos) e um novo conceito de texto (não mais encarado como um produto pronto e acabado, mas um processo uma unidade em construção). Com isso, fixou-se como objetivo a ser alcançada a análise e explicação da unidade texto em funcionamento e não a depreensão das regras subjacentes a um sistema formal abstrato. A Linguística Textual, nesse estágio de sua evolução, assume nitidamente uma feição interdisciplinar, dinâmica, funcional e processual, que não considera a língua como entidade autônoma ou formal (MARCUSCHI, 1998).

Retirado de : http://www.filologia.org.br/ixcnlf/5/06.htm [EDITADO] By Vinícius Junqui
Posted by Sthefani Curtz

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O que é Fonética?

Fonética

A Fonética, ou Fonologia, estuda os sons emitidos pelo ser humano, para efetivar a comunicação. Diferentemente da escrita, que conta com vogais e consoantes, a Fonética se ocupa dos fonemas (= sons); são eles as vogais, as consoantes e as semivogais.

  • Vogal = São as cinco já conhecidas - a, e, i, o, u -quando funcionam como base de uma sílaba. Em cada sílaba há apenas uma vogal. IMPORTANTE: NÃO HÁ SÍLABAS SEM UMA VOGAL E NUNCA HAVERÁ MAIS DO QUE UMA VOGAL EM UMA MESMA SÍLABA.
  • Consoante = Qualquer letra - ou conjunto de letras representando um som só - que só possa ser soada com o auxílio de uma vogal (com + soante = soa com...).
        Na fonética são consoantes: b, d, f, g (ga, go, gu), j (ge, gi, j) k (c ou qu), l, m (antes de vogal), n (antes de vogal), p, r, s (s, c, ç, ss, sc, sç, xc), t, v, x (inclusive ch), z (s, z), nh, lh, rr.

  • Semivogal = São as letras e, i, o e u quando formarem sílaba com uma vogal, antes ou depois dela, e as letras m e n, nos grupos AM, EM e EN, em final de palavra -somente em final de palavra.
        Quando a semivogal possuir som de i, será representada foneticamente pela letra Y; com som de u, pela letra W.


Então teremos, por exemplo, na palavra caixeiro, que se separa silabicamente cai-xei-ro, o seguinte:
- 3 vogais = a, e, o;
- 3 consoantes = k (c), x, r;
- 2 semivogais = y (i, i).
Representando a palavra foneticamente, ficaremos com kayxeyro.

Na palavra artilheiro, ar-ti-lhei-ro, o seguinte:
- 4 vogais = a, i, e, o;
- 4 consoantes = r, t, lh, r;
- 1 semivogal = y (i).
Foneticamente = artiĹeyro.

Na palavra viagem, vi-a-gem :
- 3 vogais = i, a, e;
- 2 consoantes = v, g;
- 1 semivogal = y (m).
Foneticamente = viajẽy.

* M/N

As letras M e N devem ser analisadas com muito cuidado. Elas podem ser:

  • Consoantes = Quando estiverem no início da sílaba.
  • Semivogais = Quando formarem os grupos AM, EM e EN, em final de palavra - somente em final de palavra - sendo representadas foneticamente por Y ou W.
  • Ressôo Nasal = Quando estiverem após vogal, na mesma sílaba que ela, excetuando os três grupos acima. Indica que o M e o N não são pronunciados, apenas tornam a vogal nasal, portanto haverá duas letras (a vogal + M ou N) com um fonema só (a vogal nasal).


Por exemplo, na palavra manchem, terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo manchar, teremos o seguinte: man-chem,
- 2 vogais = a, e;
- 2 consoantes = o 1º m, x(ch);
- 1 semivogal = y (o 2º m);
- 1 ressôo nasal = an (ã).
Foneticamente = mãxẽy.

Encontros Vocálicos

É o agrupamento de vogais e semivogais. Há três tipos de encontros vocálicos:


  • Hiato = É o agrupamento de duas vogais, cada uma em uma sílaba diferente.
           Lu-a-na, a-fi-a-do, pi-a-da



  • Ditongo = É o agrupamento de uma vogal e uma semivogal, em uma mesma sílaba. Quando a vogal estiver antes da semivogal, chamaremos de Ditongo Decrescente, e, quando a vogal estiver depois da semivogal, de Ditongo Crescente. Chamaremos ainda de oral e nasal, conforme ocorrer a saída do ar pelas narinas ou pela boca.

           Cai-xa = Ditongo decrescente oral.
           Cin-quen-ta = Ditongo crescente nasal, com a ocorrência do Ressôo Nasal.


  • Tritongo = É o agrupamento de uma vogal e duas semivogais. Também pode ser oral ou nasal.

           A-guei = Tritongo oral.
           Á-guem = Tritongo nasal, com a ocorrência da semivogal m.

Além desse três, há dois outros encontros vocálicos importantes:


  • Iode = É o agrupamento de uma semivogal entre duas vogais. São aia, eia, oia, uia, aie, eie, oie, uie, aio, eio, oio, uio, uiu, em qualquer lugar da palavra - começo, meio ou fim. Foneticamente, ocorre duplo ditongo ou tritongo + ditongo, conforme o número de semivogais. A Iode será representada com duplo Y: ay-ya, ey-ya, representando o "y" um fonema apenas, e não dois como possa parecer. A palavra vaia, então, tem quatro letras (v - a - i - a) e quatro fonemas (v - a - y - a), sendo que o "y" pertence a duas sílabas, não havendo, no entanto, "silêncio" entre as duas no momento de pronunciar a palavra.



  • Vau = O mesmo que a Iode, porém com a semivogal W.


          Pi-au-í = Vau, com a representação fonética Pi-aw-wi. Com o "w" ocorre o mesmo que ocorreu com o "y", ou seja, representa um fonema apenas.


Ocorrem, também, na Língua Portuguesa, encontros vocálicos que ora são pronunciados como ditongo, ora como hiato. São eles:


  • Sinérese = São os agrupamentos ae, ao, ea, ee, eo, ia, ie, io, oa, oe, ua, ue, uo, uu.

           Ca-e-ta-no, Cae-ta-no; ge-a-da, gea-da; com-pre-en-der, com-preen-der; Na-tá-li-a, Na-tá-lia; du-e-lo, due-lo; du-un-vi-ra-to, duun-vi-ra-to.


  • Diérese = São os agrupamentos ai, au, ei, eu, iu, oi, ui.

           re-in-te-grar, rein-te-grar; re-u-nir, reu-nir; di-u-tur-no, diu-tur-no.

Obs.: Há palavras que, mesmo contendo esses agrupamentos não sofrem sinérese ou diérese. Há que se ter bom senso, no momento de se separarem as sílabas. Nas palavras rua, tia, magoa, por exemplo, é claro que só há hiato.

Encontros Consonantais

É o agrupamento de consoantes. Há três tipos de encontros consonantais:

  • Encontro Consonantal Puro = É o agrupamento de consoantes, lado a lado, na mesma sílaba.

           Bra-sil, pla-ne-ta, a-dre-na-li-na


  • Encontro Consonantal Disjunto = É o agrupamento de consoantes, lado a lado, em sílabas diferentes.

           ap-to, cac-to, as-pec-to


  • Encontro Consonantal Fonético = É a letra x com som de ks.

           Maxi, nexo, axila = maksi, nekso, aksila.

Não se esqueça de que as letras M e N pós-vocálicas não são consoantes, e sim semivogais ou simples sinais de nasalização (ressôo nasal).

Dígrafos

Dígrafo é o agrupamento de duas letras com apenas um fonema. Os principais dígrafos são rr, ss, sc, sç, xc, xs, lh, nh, ch, qu, gu. Representam-se os dígrafos por letras maiores que as demais, exatamente para estabelecer a diferença entre uma letra e um dígrafo. Qu e gu só serão dígrafos, quando estiverem seguidos de e ou i, sem trema. Os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs têm suas letras
separadas silabicamente; lh, nh, ch, qu, gu, não.

arroz = ar-roz - aRos;
assar = as-sar - aSar;
nascer = nas-cer - naSer;
desço = des-ço - deSo;
exceção = ex-ce-ção - eSesãw;
exsudar = ex-su-dar - eSudar;
alho = a-lho - aĹo;
banho = ba-nho - baÑo;
cacho = ca-cho - kaXo;
querida = que-ri-da - Kerida;
sangue = san-gue - sãGe.


  • Dígrafo Vocálico = É o outro nome que se dá ao Ressôo Nasal, pelo fato de serem duas letras com um fonema vocálico.

           sangue = san-gue - sãGe

Não confunda dígrafo com encontro consonantal, que é o encontro de consoantes, cada uma representando um fonema.

Posted by Sthefani Curtz

Vídeo sobre Linguística

Este vídeo dá ênfase à Linguística Textual, explicando o que é e de que maneira ela afeta o nosso cotidiano.
                                       

Posted by Sthefani Curtz