quinta-feira, 29 de maio de 2014

O que é Fonética?

Fonética

A Fonética, ou Fonologia, estuda os sons emitidos pelo ser humano, para efetivar a comunicação. Diferentemente da escrita, que conta com vogais e consoantes, a Fonética se ocupa dos fonemas (= sons); são eles as vogais, as consoantes e as semivogais.

  • Vogal = São as cinco já conhecidas - a, e, i, o, u -quando funcionam como base de uma sílaba. Em cada sílaba há apenas uma vogal. IMPORTANTE: NÃO HÁ SÍLABAS SEM UMA VOGAL E NUNCA HAVERÁ MAIS DO QUE UMA VOGAL EM UMA MESMA SÍLABA.
  • Consoante = Qualquer letra - ou conjunto de letras representando um som só - que só possa ser soada com o auxílio de uma vogal (com + soante = soa com...).
        Na fonética são consoantes: b, d, f, g (ga, go, gu), j (ge, gi, j) k (c ou qu), l, m (antes de vogal), n (antes de vogal), p, r, s (s, c, ç, ss, sc, sç, xc), t, v, x (inclusive ch), z (s, z), nh, lh, rr.

  • Semivogal = São as letras e, i, o e u quando formarem sílaba com uma vogal, antes ou depois dela, e as letras m e n, nos grupos AM, EM e EN, em final de palavra -somente em final de palavra.
        Quando a semivogal possuir som de i, será representada foneticamente pela letra Y; com som de u, pela letra W.


Então teremos, por exemplo, na palavra caixeiro, que se separa silabicamente cai-xei-ro, o seguinte:
- 3 vogais = a, e, o;
- 3 consoantes = k (c), x, r;
- 2 semivogais = y (i, i).
Representando a palavra foneticamente, ficaremos com kayxeyro.

Na palavra artilheiro, ar-ti-lhei-ro, o seguinte:
- 4 vogais = a, i, e, o;
- 4 consoantes = r, t, lh, r;
- 1 semivogal = y (i).
Foneticamente = artiĹeyro.

Na palavra viagem, vi-a-gem :
- 3 vogais = i, a, e;
- 2 consoantes = v, g;
- 1 semivogal = y (m).
Foneticamente = viajẽy.

* M/N

As letras M e N devem ser analisadas com muito cuidado. Elas podem ser:

  • Consoantes = Quando estiverem no início da sílaba.
  • Semivogais = Quando formarem os grupos AM, EM e EN, em final de palavra - somente em final de palavra - sendo representadas foneticamente por Y ou W.
  • Ressôo Nasal = Quando estiverem após vogal, na mesma sílaba que ela, excetuando os três grupos acima. Indica que o M e o N não são pronunciados, apenas tornam a vogal nasal, portanto haverá duas letras (a vogal + M ou N) com um fonema só (a vogal nasal).


Por exemplo, na palavra manchem, terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo manchar, teremos o seguinte: man-chem,
- 2 vogais = a, e;
- 2 consoantes = o 1º m, x(ch);
- 1 semivogal = y (o 2º m);
- 1 ressôo nasal = an (ã).
Foneticamente = mãxẽy.

Encontros Vocálicos

É o agrupamento de vogais e semivogais. Há três tipos de encontros vocálicos:


  • Hiato = É o agrupamento de duas vogais, cada uma em uma sílaba diferente.
           Lu-a-na, a-fi-a-do, pi-a-da



  • Ditongo = É o agrupamento de uma vogal e uma semivogal, em uma mesma sílaba. Quando a vogal estiver antes da semivogal, chamaremos de Ditongo Decrescente, e, quando a vogal estiver depois da semivogal, de Ditongo Crescente. Chamaremos ainda de oral e nasal, conforme ocorrer a saída do ar pelas narinas ou pela boca.

           Cai-xa = Ditongo decrescente oral.
           Cin-quen-ta = Ditongo crescente nasal, com a ocorrência do Ressôo Nasal.


  • Tritongo = É o agrupamento de uma vogal e duas semivogais. Também pode ser oral ou nasal.

           A-guei = Tritongo oral.
           Á-guem = Tritongo nasal, com a ocorrência da semivogal m.

Além desse três, há dois outros encontros vocálicos importantes:


  • Iode = É o agrupamento de uma semivogal entre duas vogais. São aia, eia, oia, uia, aie, eie, oie, uie, aio, eio, oio, uio, uiu, em qualquer lugar da palavra - começo, meio ou fim. Foneticamente, ocorre duplo ditongo ou tritongo + ditongo, conforme o número de semivogais. A Iode será representada com duplo Y: ay-ya, ey-ya, representando o "y" um fonema apenas, e não dois como possa parecer. A palavra vaia, então, tem quatro letras (v - a - i - a) e quatro fonemas (v - a - y - a), sendo que o "y" pertence a duas sílabas, não havendo, no entanto, "silêncio" entre as duas no momento de pronunciar a palavra.



  • Vau = O mesmo que a Iode, porém com a semivogal W.


          Pi-au-í = Vau, com a representação fonética Pi-aw-wi. Com o "w" ocorre o mesmo que ocorreu com o "y", ou seja, representa um fonema apenas.


Ocorrem, também, na Língua Portuguesa, encontros vocálicos que ora são pronunciados como ditongo, ora como hiato. São eles:


  • Sinérese = São os agrupamentos ae, ao, ea, ee, eo, ia, ie, io, oa, oe, ua, ue, uo, uu.

           Ca-e-ta-no, Cae-ta-no; ge-a-da, gea-da; com-pre-en-der, com-preen-der; Na-tá-li-a, Na-tá-lia; du-e-lo, due-lo; du-un-vi-ra-to, duun-vi-ra-to.


  • Diérese = São os agrupamentos ai, au, ei, eu, iu, oi, ui.

           re-in-te-grar, rein-te-grar; re-u-nir, reu-nir; di-u-tur-no, diu-tur-no.

Obs.: Há palavras que, mesmo contendo esses agrupamentos não sofrem sinérese ou diérese. Há que se ter bom senso, no momento de se separarem as sílabas. Nas palavras rua, tia, magoa, por exemplo, é claro que só há hiato.

Encontros Consonantais

É o agrupamento de consoantes. Há três tipos de encontros consonantais:

  • Encontro Consonantal Puro = É o agrupamento de consoantes, lado a lado, na mesma sílaba.

           Bra-sil, pla-ne-ta, a-dre-na-li-na


  • Encontro Consonantal Disjunto = É o agrupamento de consoantes, lado a lado, em sílabas diferentes.

           ap-to, cac-to, as-pec-to


  • Encontro Consonantal Fonético = É a letra x com som de ks.

           Maxi, nexo, axila = maksi, nekso, aksila.

Não se esqueça de que as letras M e N pós-vocálicas não são consoantes, e sim semivogais ou simples sinais de nasalização (ressôo nasal).

Dígrafos

Dígrafo é o agrupamento de duas letras com apenas um fonema. Os principais dígrafos são rr, ss, sc, sç, xc, xs, lh, nh, ch, qu, gu. Representam-se os dígrafos por letras maiores que as demais, exatamente para estabelecer a diferença entre uma letra e um dígrafo. Qu e gu só serão dígrafos, quando estiverem seguidos de e ou i, sem trema. Os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs têm suas letras
separadas silabicamente; lh, nh, ch, qu, gu, não.

arroz = ar-roz - aRos;
assar = as-sar - aSar;
nascer = nas-cer - naSer;
desço = des-ço - deSo;
exceção = ex-ce-ção - eSesãw;
exsudar = ex-su-dar - eSudar;
alho = a-lho - aĹo;
banho = ba-nho - baÑo;
cacho = ca-cho - kaXo;
querida = que-ri-da - Kerida;
sangue = san-gue - sãGe.


  • Dígrafo Vocálico = É o outro nome que se dá ao Ressôo Nasal, pelo fato de serem duas letras com um fonema vocálico.

           sangue = san-gue - sãGe

Não confunda dígrafo com encontro consonantal, que é o encontro de consoantes, cada uma representando um fonema.

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Vídeo sobre Linguística

Este vídeo dá ênfase à Linguística Textual, explicando o que é e de que maneira ela afeta o nosso cotidiano.
                                       

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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Biografia Noam Chomsky

Noam Chomsky
Avram Noam Chomsky (1928) é professor e ativista político norte-americano. Tornou-se conhecido por suas críticas contra a política externa americana. É professor do Massachusetts Institute of Technology. Desenvolveu uma teoria que revolucionou o estudo da linguística.
Nascido na Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos, no em 7 de Dezembro. Estudou no Oak Lane Country Day School e no Central High School. Foi pesquisador assistente na Universidade de Harvard, onde realizou a maior parte de suas pesquisas relacionadas à linguística, entre os anos de 1951 e 1955. Estudou na Universidade da Pensilvânia, onde e tornou-se Ph.D., publicando sua tese com mais de mil páginas. Após receber a sua graduação, Chomsky passou a lecionar no Massachusetts Institute of Technology. Noam casou-se com Carol Schatz, em 24 Dezembro de 1949 e teve dois filhos.
Entre suas muitas realizações, o mais famoso foi o seu trabalho com a gramática generativa, que tornou-se de interesse na lógica moderna e em fundações matemáticas. Tornou-se conhecido como um dos fundadores principais da transformational-generative grammar (gramática transformadora-generativa), um sistema da análise linguística que desafiou a linguística tradicional e tem relação com filosofia, lógica, e psicolinguística. Seu livro Syntactic Structures (1957), um resumo de sua tese, revolucionou a linguística.
Chomsky é professor a mais de 40 anos. Foi anomeado para a Cátedra de Línguas Modernas e Linguística Ferrari P Ward, é também um crítico radical contra a política, a sociedade e a economia americana, particularmente a política externa. Foi contra à Guerra do Vietnã e mais tarde à Guerra do Golfo Pérsico. Escreveu "American Power and the New Mandarins"(1969) e "Human Rights and American Foreign Policy"(1978).
Retirado de : http://www.e-biografias.net/noam_chomsky/ [EDITADO]
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Biografia Ingedore Villaça Koch

Ingedore Villaça Koch
É mestre e doutora em Língua Portuguesa pela PUC-SP e livre-docente em Análise do Discurso pela Unicamp. Na PUC-SP, atuou nos cursos de Letras e Jornalismo, na pós-graduação e na especialização. É professora titular do Departamento de Linguística do IEL - Unicamp. É autora e coautora de diversas obras e tem inúmeros trabalhos publicados em revistas e coletâneas, no país e no exterior. Pela Editora Contexto publicou A coerência textual, A coesão textual, A inter-ação pela linguagem, O texto e a construção dos sentidos, Referenciação e discurso, Sentido e significação, Ler e compreender e Ler e escrever.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Entrevista com Ingedore Koch

KOCH, Ingedore Villaça. Lingüística Textual: uma entrevista com Ingedore Villaça Koch. Revista Virtualde Estudos da Linguagem - ReVEL. Vol. 1, n. 1, agosto de 2003. ISSN 1678-8931 [www.revel.inf.br].

LINGÜÍSTICA TEXTUAL – UMA ENTREVISTA COM INGEDORE
VILLAÇA KOCH
Ingedore Villaça Koch
Universidade Estadual de Campinas – Unicamp
ReVEL - O que mudou e o que ainda pode mudar no ensino de Língua Portuguesa a partir dos estudos de Lingüística Textual?

Ingedore - A maior mudança foi que se passou a tomar o TEXTO como objeto central do ensino, isto é, a priorizar, nas aulas de língua portuguesa, as atividades de leitura e produção de textos, levando o aluno a refletir sobre o funcionamento da língua nas diversas situações de interação verbal, sobre o uso dos recursos que a língua lhes oferece para a concretização de suas propostas de sentido, bem como sobre a adequação dos textos a cada situação.
           Quanto ao que ainda pode mudar, diria que, em primeiro lugar, tal metodologia teria de ser estendida a TODAS as escolas, públicas e privadas, o que, evidentemente, ainda está longe de ser uma realidade. Para tanto, TODOS os professores teriam de estar preparados para utilizar em aula os conceitos e as estratégias propagadas pela Lingüística Textual e aplicá-las no ensino da produção textual, quer em termos de escrita, quer de leitura, já que esta orientação conforma-se ao que postulam os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa.

ReVEL - Qual a principal contribuição da Lingüística Textual para o professor de língua materna?

Ingedore - Para mim, a principal contribuição, conforme foi esboçado acima, é dotar o professor de um instrumental teórico e prático adequado para o desenvolvimento da competência textual dos alunos, o que significa torná-los aptos a interagir socialmente por meio de textos dos mais variados gêneros, nas mais diversas situações de interação social. Isto significa, inclusive, uma revitalização do estudo da gramática: não, é claro, como um fim em si mesma, mas no sentido de evidenciar de que modo o trabalho de seleção e combinação dos elementos, dentro das inúmeras possibilidades que a gramática da língua nos põe à disposição - e que, portanto, é preciso conhecer -, nos textos que lemos ou produzimos, constitui um conjunto de decisões que vão funcionar como instruções ou sinalizações a orientar a construção do sentido.

ReVEL - Qual o lugar do Brasil nos estudos da Lingüística Textual?

Ingedore - Atualmente, a Lingüística Textual, que se desenvolveu na Europa, particularmente na Alemanha, vem ocupando um lugar de destaque no cenário acadêmico nacional. Este ramo da Lingüística, depois de ter sido introduzido na Universidade Federal de Pernambuco e em universidades paulistas (PUC-SP, UNICAMP, UNESP, USP), ganhou espaço em grande número de universidades brasileiras, vindo a fazer parte dos currículos de graduação e pós-graduação, o que deu origem a um número respeitável de publicações na área, além de uma série de teses e dissertações, que têm contribuído para a sua divulgação no país e no exterior.

ReVEL - Segundo você, quais são os limites da Lingüística Textual e quais são suas perspectivas?

Ingedore - A Lingüística Textual, como toda e qualquer ciência, tem evidentemente os seus limites. Sua preocupação maior é o texto, envolvendo, pois, todas as ações linguísticas, cognitivas e sociais envolvidas em sua organização, produção, compreensão e funcionamento no seio social. Tais questões, contudo, só a interessam na medida em que ajudam a explicar o seu objeto de estudo - o TEXTO - e não a sociedade, a mente, a História, objetos que são de outras ciências afins.
             Como defende Antos (1997), os textos, como formas de cognição social, permitem ao homem organizar cognitivamente o mundo. E é em razão dessa capacidade que são também excelentes meios de intercomunicação, bem como de produção, preservação e transmissão do saber. Determinados aspectos de nossa realidade social só são criados por meio da representação dessa realidade e só assim adquirem validade e relevância social, de tal modo que os textos não apenas tornam o conhecimento visível, mas, na
realidade, sociocognitivamente existente. A revolução e evolução do conhecimento necessita e exige, permanentemente, formas de representação notoriamente novas e eficientes.
         Assim, a Lingüística Textual, baseada nessa concepção de texto, parece ter-se tornado um entroncamento, para o qual convergem muitos caminhos, mas que é também o ponto de partida de muitos deles, em diversas direções. Esta metáfora da Lingüística de Texto como estação de partida e de passagem de muitos - inclusive novos - desenvolvimentos abre perspectivas otimistas quanto a seu futuro, como parte
integrante não só da Ciência da Linguagem, mas das demais ciências que têm como sujeito central o ser humano.
                É esta a razão por que a Ciência ou Lingüística do Texto sente necessidade de intensificar sempre mais o diálogo que já há muito vem travando com as demais Ciências - e não só as Humanas! -, transformando-se numa "ciência integrativa" (Antos & Tietz, 1997). É o caso, por exemplo, do diálogo com a Filosofia da Linguagem, a Psicologia Cognitiva e Social, a Sociologia Interpretativa, a Antropologia, a Teoria da Comunicação, a Literatura, a Etnometodologia, a Etnografia da Fala e, mais recentemente, com a Neurologia, a Neuropsicologia, as Ciências da Cognição, a Ciência da Computação e, por fim, com a Teoria da Evolução Cultural. Torna-se, assim, cada vez mais, um domínio multi- e transdisciplinar, em que se busca compreender e explicar essa entidade multifacetada que é o texto - fruto de um processo extremamente complexo de interação e construção social de conhecimento e de linguagem.

ReVEL - Quando se trata de Lingüística Textual, quais seriam as obras essenciais que você poderia indicar para que um estudante de Letras pudesse se iniciar no assunto?

Ingedore - Obras próprias:
A Coesão Textual. São Paulo: Contexto, 1989.
A Inter-ação pela Linguagem. São Paulo: Contexto, 1992.
O Texto e a Construção dos Sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
Desvendando os Segredos do Texto. São Paulo: Cortez, 2002.
Koch & Travaglia. A Coerência Textual. São Paulo: Contexto, 1990.
Koch & Travaglia. Texto e Coerência. São Paulo: Cortez, 1989.
Koch & Fávero. Lingüística Textual: Introdução. São Paulo: Cortez, 1983.
Vilela & Koch: Gramática da Língua Portuguesa. Coimbra: Almedina, 2001.

Obras alheias:
Marcuschi, Luiz Antônio. Lingüística de Texto: o que é e como se faz. Universidade Federal de Pernambuco, 1983.
Fávero, Leonor L. Coesão e coerência textuais. São Paulo: Ática, 1991.
Guimarães, Elisa. A organização do texto. São Paulo: Ática, Série Princípios, 1992.
Bastos, Lúcia K. Coesão e coerência em narrativas escolares escritas. São Paulo: Martins Fontes, 1985.
Buin, Edilaine. Aquisição da escrita: coesão e coerência. São Paulo: Contexto, 2002.
Massini-Cagliari, Gladis. O texto na alfabetização: coesão e coerência. Campinas: Mercado de Letras.
Costa Val, Maria da Graça. Redação e textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
Ruiz, Eliana. Como se corrige redação na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2001.
Bentes, Anna Christina. A Lingüísitca Textual. In: Mussalin & Bentes (orgs.). Introdução à Lingüística, vol. I, São Paulo: Cortez, 2000.

Retirado de : http://www.revel.inf.br/files/feae2f57341478af7ec218b4fc44d8e8.pdf
Posted by Sthefani Curtz