segunda-feira, 2 de março de 2015

Estruturas Sintagmáticas do Português

Em cada unidade da língua há uma oposição aos elementos constituintes no plano sintagmático, o sintagma por sua vez é a combinação hierárquica das unidades linguísticas.

MORFEMA – PALAVRA – SINTAGMA – ORAÇÃO/FRASE – TEXTO

MORFEMA: o Morfema é dividido em morfema lexical (lexema) e morfema gramatical (gramema). O morfema lexical tem a função de nomear o inventário aberto da língua, já o segundo tem função gramatical, os gramemas podem ser dependentes ou independentes. Ex:


Análise Mórfica: Princípios Básicos

A análise mórfica se refere na descrição da estrutura do vocábulo mórfico.

Morfema
Lexical: Os morfemas lexicais se comunicam por si só, que tenha um sentido. As classes das palavras lexicais são substantivo, adjetivo, numeral, verbo e advérbio.
Gramatical: Também chamado de funcional, são as palavras com funções gramaticais, estando isoladas não tem sentido, as classes gramaticais são: artigo, preposição, pronome e conjunção.



TIPOS DE MORFEMAS

Os gramemas se encaixam em quatro tipos: classificatórios, flexionais, derivacionais e relacionais.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nossos Queridos Esquemas Arbóreos

A corrente gerativista, criada a partir dos estudos de Chomsky, teve como primeiro modelo a Gramática Transformacional propondo uma análise da linguagem de forma sistemática, com aplicação de regras. Acerca desse estudo da língua, as sentenças são analisadas em segmentos chamados constituintes oracionais. Os sintagmas.
Como exemplo uma análise da frase “O aluno leu o livro” temos:



O Sintagma Nominal, sempre simbolizado pela sigla SN, pode ser formado por:



Det: Determinante
Mod: Modificador
N: Nome
Pro: Pronome

Vejamos que na frase o Sintagma Nominal da frase “O menino leu o livro” é formado pelo determinante (Det) “O”, artigo definido que determina o substantivo-nome (N) “menino”.
Os determinantes são formados por: Artigo, numeral, Pronomes demonstrativos e possessivos, que, por sua vez, podem ser divididos em pré-det, det-base e pós-det. O primeiro sendo as expressões partitivas e expressões generalizadoras, o segundo pelos artigos e demonstrativos e o último por numerais e possessivos.
Em algumas sentenças o SN não é preenchido lexicalmente na frase, mas em sua reescrita estrutural é preciso apontá-lo. Isso acontece em orações em que o verbo é um fenômeno da natureza, no qual possui sujeito oculto. Nessas ocasiões escrevemos com um sinal de vazio ∆.
Ex: Amanheceu além do arco-íris



O Sintagma Verbal ou S.V. é um elemento básico da sentença, formado prioritariamente por verbos, sendo estes verbos de ação ou os de ligação, chamados cópulas. No SV há variantes configurações de estruturas.
Na frase “O menino leu o livro”, o SV se forma a partir do verbo “leu” e por outro SN “o” determinante (DET) e “livro” nome (N).
Os SVs. podem estruturar-se nas seguintes formas:
SV -> V
SV -> V+SN
SV -> Cóp + SA
SV -> V+ SP
SV -> Cóp +SP
SV -> Cóp + SN
SV -> V+SN

Os Sintagmas Preposicionados geralmente são constituídos de preposição seguida de SN.
Exemplo de sentença com SP: “Meus filhos adotivos têm carinho por mim”.


By Zeneide Ferreira Santos
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Música sobre Sincronia

De uma forma musical, nós iremos definir 
o termo sincronia introduzido por Saussure 
pode se dizer que esse estudo observa
as transformações da língua em uma determinada época
Fatos simultâneos que ocorreram ao mesmo tempo 
sem nenhuma referência à sua evolução no tempo
O aspecto sincrônico é o mais relevante 
que constitui a realidade da massa falante.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Gerativismo

A base do gerativismo é o estudo da frase. O pai desse paradigma de estudo linguístico é Chomsky. 
Chomsky é o primeiro a dizer – não, vamos repensar a linguística - muitas vezes quebrando a teoria de Saussure, outras apoiando. A grande contribuição (área) de Chomsky é a Sintaxe e a estrutura linguística. Apresentava um desafio contra o behaviorismo (linguagem externa e repetição, feita por experimentos).
Ele diz que a linguagem é inata, interna, um mecanismo que acionamos quando falamos. Um processo cognitivo. 
Costuma-se entender pro frase a expressão verbal de um pensamento, ou seja, todo enunciado suficiente por si mesmo para estabelecer comunicação. Por meio dela, podem-se expressar juízos, descrever ações, estados ou fenômenos, transmitir apelos ou ordens, exteriorizar emoções.
Toda frase de uma língua necessita de uma organização, uma combinação de elementos linguísticos agrupados segundos certos princípios que a caracterizam como uma estrutura.

A gramática gerativa é formada de três partes: 
  • Um componente sintático
  • Um componente semântico
  • Um componente fonológico e fonético


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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Variações Linguísticas

A língua é o sistema que usa uma comunidade humana para desenvolver a comunicação e como tal deve ser vista em dois aspectos, o prescritivo (a forma correta, porém não necessariamente a mais usada de se falar) e o descritivo (que é a linguagem em seu uso real).
Este último é a forma de análise da Linguística, que considera diferentes pontos ao descrever sua forma de se comunicar e, diferentemente de outras áreas como a gramática normativa, não considera errado nenhum modo de falar. Apenas considera aquela linguagem apropriada ou inapropriada para aquela determinada situação conversacional.
A Linguística leva em conta os fatores externos e internos que levaram as pessoas a falarem de certa maneira. Dentre esses fatores, podemos destacar quatro pontos principais, chamados de variações:


  • Variação Histórica ou diacrônica
  • Variação Geográfica/Regional ou diatópica
  • Variação Sociocultural ou diastrática
  • Variação Individual/Estilística ou diafásica


Variação Histórica


Também chamada de Diacrônica do grego Dia, que significa através de, e Kronos, que significa tempo.
Como a língua está sempre se modificando pelo seu uso diário, as palavras e expressões mudam de época em época progressivamente.
Como, por exemplo, a pronome de tratamento ‘você’:
A origem etimológica da palavra ‘você’ encontra-se na expressão de tratamento ‘vossa mercê’ (mercê significa graça, concessão), era um tratamento dado a pessoas às quais não era possível se dirigir pelo pronome tu por serem pessoas importantes, como à Familia Real, inicialmente, e aos senhores feudais, posteriormente, que se transformou sucessivamente em "vossemecê", "vosmecê", "vancê" e, por fim, ‘você’, que ainda pode ser transformado na linguagem oral em ‘cê’ e na linguagem escrita em ‘vc’.

Variação Geográfica/Regional


Também chamada de Diatópica do grego Dia, que significa através de, e Topos, que significa lugar.
Ocorrem em razão de diferenças regionais, são variações de vocabulário e/ou pronúncia de palavras entre locais diferentes que falam o mesmo idioma.
Essa variação pode ocorrer tanto ao se tratar de diferentes regiões de um mesmo país ou de países distintos que utilizam a mesma língua. E se dá, porque esses locais têm uma história diferente, tiveram influências diferentes e algumas vezes têm até mesmo culturas diferentes e isso tudo contribui para a modificação da língua.
Por exemplo, a macaxeira, muito consumida no Norte e no Nordeste é chamada de aipim ou mandioca no Sudeste, Assim como mexerica pode se chamar tangerina, ou abóbora se chamar jerimum.
E contrastando o Português brasileiro, com o de Portugal (respectivamente), temos várias diferenças que causam certo estranhamento, por exemplo: Moça/Rapariga, Cafezinho/Bica, Calcinha/Cueca, Fila/Bicha, Injeção/Pica, Pão Francês/Cacetinho, Garoto/Puto, Caixinha/Boceta, entre outras expressões que sem um conhecimento prévio gerariam confusão e desconforto.

Variação Sociocultural


Também chamada de Diástrática do grego Dia, que significa através de, e Stratu, que significa camada.
São variações pertencentes a grupos específicos. Nestas variações, podemos destacar as gírias, relacionadas a grupos sociais como os surfistas, emos, patricinhas, pagodeiros, funkeiros, skatistas, roqueiros, grafiteiros, geeks etc. e os jargões que se relacionam mais aos grupos profissionais como os médicos, advogados, professores, profissionais de informática, entre outros.
Além de grupos sociais, também há as variações que se dão devido a características específicas como faixa etária, gênero, estrato social, escolaridade etc.

Variação Individual/Estilística


Também chamada de Diafásica do grego Dia, que significa através de, e Phásis, que significa expressão.
Esse tipo de variação modifica maneiras de falar e se expressar de pessoa para pessoa, pois cada um tem suas características próprias, suas “manias” na hora da fala. E esse modo de falar além de ser diferente para cada pessoa, pode ser diferente para uma mesma pessoa dependendo da situação conversacional em que se encontra.
Por exemplo, em um encontro com amigos, a maneira como eles iriam interagir não seria a mesma que esses mesmos amigos teriam em uma entrevista de emprego, ou no local de trabalho falando com seu chefe, nem a mesma que eles utilizariam para falar com alguém com quem se tem mais carinho, como um familiar próximo, cônjuge, etc. Temos a habilidade, de saber automaticamente, como adequar nossa linguagem levando em consideração a situação em que nos encontramos. 
E há também a variação que ocorre pelo estado emocional da pessoa, que a leva a ter uma linguagem diferente se ela estiver feliz, brava, agitada, com dor, apaixonada, animada, tímida etc.

Posted by Sthefani Curtz